O Rio Grande do Norte deve registrar 11.670 novos casos de câncer ao longo de 2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). A estimativa aponta que as neoplasias mais frequentes no estado devem ser as localizadas na mama feminina (51%), na próstata (49,7%) e no colo do útero (13,6%).
Para 2026, a estimativa do INCA é de 226,35 casos a cada 100 mil habitantes no RN. O estado é o terceiro do Nordeste com a previsão mais alta, considerando a taxa de incidência por habitantes, ficando atrás apenas do Ceará (233,49) e da Paraíba (236,20). O RN apresenta taxa inferior à média nacional, que é de 241,71 casos a cada 100 mil habitantes.
Juliana Florinda, oncologista do Huol-UFRN-Ebserh, revela que o número é alto para o estado. “Mostra que precisamos fortalecer estratégias de prevenção, diagnóstico rápido e tratamento no tempo certo, caso contrário, o câncer será diagnosticado em fases tardias nas quais não é mais possível o tratamento com intenção curativa”, disse a especialista.
O câncer de pele não melanoma deve representar cerca de 3.830 novos casos no estado, mas não entra no cálculo das taxas gerais de incidência. Isso ocorre por ser o tipo mais frequente e, na maioria dos casos, apresentar menor gravidade, sendo excluído das estatísticas principais para evitar distorções nos números.
A estimativa indica que as neoplasias malignas devem atingir mais mulheres, com cerca de 5.900 novos casos, enquanto entre os homens a projeção é de 5.770 registros. Entre o público masculino, o câncer de próstata deve responder por aproximadamente 70% dos diagnósticos. Já entre as mulheres, o câncer de mama pode representar cerca de 65% das neoplasias.