A inflação do Rio Grande do Norte encerrou 2025 em patamar superior ao índice nacional, refletindo pressões persistentes sobre alimentos, serviços e preços administrados. Estimativas a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Natal e de indicadores regionais apontam variação próxima de 4,4% no acumulado do ano, acima do IPCA nacional de 4,26%, segundo dados consolidados do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatíSTICA (IBGE).
O resultado mantém o Estado distante do centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central e reforça os desafios para a convergência em 2026.
No Brasil, o IPCA — considerado a inflação oficial — registrou variação de 0,33% em dezembro de 2025, acumulando alta de 4,26% no ano, abaixo do teto da meta de inflação de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Embora o comportamento dos preços no RN tenha seguido a tendência nacional de desaceleração no segundo semestre, fatores estruturais e regionais contribuíram para um desempenho relativamente menos favorável.
O avanço dos preços no RN em 2025 foi influenciado principalmente pelo encarecimento de alimentos consumidos no domicílio, com destaque para proteínas, hortifrutigranjeiros e produtos industrializados. Condições climáticas adversas ao longo do ano, combinadas com custos logísticos elevados e a dependência de insumos vindos de outros Estados, pressionaram a cadeia de abastecimento local.